quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Arranhão

Não há nada que me faça esquecer. Não há nada que me faça esquecer de você.Não há nada que me faça esquecer de nós dois. Desse amor que sofre calado. Desse amor que finge não ser. Desse amor escandaloso preso a apertado. Desse amor intenso, livre, mas que há muito tá guardado. 
Esse amor que surgiu como se já estivesse lá, cavado do fundo do peito. Um amor amarelo vivo. Um amor perfeito. Um amor sem corações, cheio de flores, só flores, só beijos, só suspiros e transpirações. Um amor feito esse teu eu usaria feito um chale até nas horas mais quentes dessa cidade. Usaria como canga pra ir à praia, ou preso à minha cintura, como tuas mãos.
Esse amor tão bonito, que se desfez no ar. Que se foi de mentirinha. Esse amor que eu tanto quero, que eu tanto espero pra guardar, pra encantar, pra cantar. Esse amor que guardo, tem uma esperança tão grande de renascer, de voltar a queimar-te. Porque nesse momento me sinto em chamas e sozinha.
Eu nunca vou esquecer dele, eu nunca vou esquecer de ti. Meu lindo, meu magrelo, meu menino. Meu homem.

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